16 de junho de 2014

OFICINAS

A equipe da UFSCar está desde o começo do semestre preparando as Oficinas que serão oferecidas durante a Operação Guararapes em Lagoa do Ouro - PE.


A iniciativa tem também feito com o que a equipe aprenda continuamente sobre novos temas e desafiado os membros a trabalhar com alguns até então desconhecidos. Estão sendo preparadas oficinas dinâmicas e leves, que acompanhem visões do público e foquem em suas necessidade, afim propor uma conversa saudável e um entrosamento bem forte. Além disso, busca-se que o aprendizado venha de uma troca: troca de idéias, conceitos, depoimentos e experiências. A equipe quer poder aprender tanto como os moradores de Lagoa do Ouro e compartilhar com eles o que vem aprendido e assimilhado desde que o projeto começou.

Então seguem aqui os TEMAS das Oficinas da equipe da UFSCar e, em breve, postaremos mais detalhes sobre cada uma.

1. Resíduos Sólidos: Como reutilizá-los 
2. Horta Orgânica: Preparo e Cuidados 
3. Tratamento e Reuso de Água
4. Sabão: Reutilizando o óleo de cozinha usado
5. Reaproveitamento de Alimentos 
6. Farinha: Benefícios de farinhas feitas de cascas de frutas, verduras e ovos.
7. Divulgação de Programas Federal e Estadual
8. Compostagem: Montagem de uma composteira
9. Adubo: Adubo a partir de Sangue Bovino
10. Empreendedorismo: Como criar seu próprio negócio 
11. Informática I e II 
12. Agrotóxicos: Cuidados e Usos
13. Fossa Séptica: Montagem de uma Fossa familiar
14. Construção Civil: Dicas de Construção Civil
15. Eletricidade: Principais Conceitos para casa
16. Feira de Ciências
17. Reciclagem: Conscientização e aplicação
18. Conversa com Jovens sobre futuro, empreendedorismo e crescimento pessoal.

Que elas cheguem logo!
#VaiRONDON



31 de maio de 2014

Fossas Sépticas

Fábio Bentes Freire

Poucas, ou melhor, pouquíssimas oficinas do Rondon têm a ver com minha formação profissional, em quase todas, tive que correr atrás de bibliografia para estudar e aprender, assim como toda a equipe o fez. O carácter multidisciplinar do Rondon abrange várias áreas do conhecimento, algumas bem distantes de tudo o que eu fiz em minha carreira. Aliás, esse tipo de projeto é uma novidade para mim, e tem sido um grande e prazeroso desafio.
Na oficina sobre Fossas Sépticas, uma das que destaco em importância para a cidade de Lagoa do Ouro, a sorte, ou melhor, uma conspiração dos astros a favor da oficina, levou dois sorridentes e motivados alunos, a Lê e o Vini, a trabalharem comigo, um chato mas empenhado coordenador, numa parceria com meu irmão, Flavio Bentes Freire, professor do curso de engenharia de produção civil na UTFPR em Curitiba, especialista em saneamento. O Flavio trabalhou na construção civil por pouco mais de um ano, se encheu, fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em saneamento, e tornou-se um professor respeitado e querido dos alunos, o Prof. Flavião, patrono/paraninfo várias vezes por onde trabalhou.      

Placa comemorativa - homenagem feita ao Flavio pelos formandos de 2013

Aproveitei uma reunião que terei com o grupo de pesquisa do Flavio na segunda-feira, dia 02 de junho, e adiantei em dois dias minha vinda para Curitiba. Cumpridos, com méritos, os 750 km que separam minha casa da do meu irmão, pela agradável paisagem entre São Carlos e Curitiba, cheguei as 14:00, num dia frio e chuvoso.
Lar doce lar do Flavio, Camila e Caião

Descarreguei meu carro, fiz uma farra com meu sobrinho de um ano e dez meses (Caião), peguei com meu irmão o fusquinha 74 que é pura diversão e rumamos para a UTFPR.   
Fusca 74 - quarentão cheio de fôlego
O Flavio será o mentor intelectual da oficina sobre Fossas Sépticas, uma ajuda mais do que bem vinda de quem entende e sabe ensinar muito bem o assunto. Em sua sala na UTFPR campus Ecoville, excelente material, incluindo notas de aula, planilhas, livros,..., mas o que mais iremos contar é com a experiência dele. 

Prof. Flavião dando uma mão no Rondon

Livros didáticos com projetos de fossas sépticas


A seguir, a abordagem proposta pelo Flavio para as fossas sépticas.
Flavio Bentes Freire




CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TANQUES SÉPTICOS

Introdução

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento (IBGE, 2008), pouco mais da metade dos municípios brasileiros (55,2%) tinham serviço de esgotamento sanitário por rede coletora. É importante ressaltar que a estatística de acesso à rede coletora de esgoto refere-se apenas à existência do serviço no município, sem considerar a extensão da rede, a qualidade do atendimento, o número de domicílios atendidos, ou se o esgoto, depois de recolhido, é tratado.

A ausência de rede coletora implica em formas “alternativas” de gerenciamento dos esgotos. Dentre as possibilidades, a utilização de tanques sépticos é a forma mais apropriada. A princípio os tanques sépticos deveriam ser utilizados em comunidades rurais, isoladas. Mas sabe-se que estas técnicas também são utilizadas em áreas urbanas. Também conhecidos popularmente como “Fossas sépticas”, os tanques sépticos foram concebidos em 1872, na França, por Jean Louis Mouras. O invento de Mouras consistia em um tanque hermético no qual os esgotos entravam e saíam através de tubulações submersas na massa líquida, ambas na parte superior. No Brasil, a aplicação pioneira parece ter sido um grande tanque construído em Campinas (SP) para o tratamento dos esgotos urbanos em 1892. Mas os tanques sépticos começaram a ser difundidos amplamente a partir da década de 1930.

No Brasil, a utilização dos tanques sépticos tem sido orientada pela ABNT. Atualmente está em vigência a norma NBR 7229:







Funcionamento

Consistem geralmente em uma câmara cuja função é permitir a sedimentação, o armazenamento e a digestão (anaeróbia) dos sólidos sedimentáveis. Na parte superior há formação de camada denominada “escuma”, formada por gases, sabões e gorduras. As câmaras podem ser cilíndricas ou prismáticas (estas últimas sendo mais comuns).

- Remoções usuais
  • 40 a 60% de matéria orgânica (DBO)
  • 60 a 70% de sólidos sedimentáveis
  • 70 a 90% de óleos e graxas




Os tanques sépticos devem observar as seguintes distâncias horizontais mínimas:

- 1,50 m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e ramal predial de água;
- 3,0 m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;
- 15,0 m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza.

As distâncias mínimas são computadas a partir da face externa mais próxima aos elementos considerados.

Limpeza

O lodo e a escuma acumulados nos tanques devem ser removidos a intervalos equivalentes ao período de limpeza do projeto. Quando da remoção do lodo digerido, aproximadamente 10% de seu volume devem ser deixados no interior do tanque (“inóculo”). Não se recomenda a limpeza completa para facilitar a degradação da matéria orgânica depositada posteriormente. A remoção periódica de lodo e escuma deve ser feita por profissionais especializados que disponham de equipamentos adequados. É obrigatório o uso de botas e luvas de borracha. Em caso de remoção manual, é obrigatório o uso de máscara adequada de proteção.

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DISPOSITIVOS QUE PODEM RECEBER O EFLUENTE DOS TANQUES SÉPTICOS
A fossa séptica apenas reduz a carga orgânica dos esgotos. Os sólidos não retidos são arrastados com o efluente, e os microrganismos ainda estão presentes em grande quantidade. Em função de suas características qualitativas, é necessário estabelecer uma técnica apropriada para receber esse efluente da fossa. A norma da ABNT (NBR 13969) enumera as possibilidades técnicas para receber o efluente da fossa:



Há inúmeras possibilidades, e diversos fatores são considerados para a escolha da técnica:

· Taxa de infiltração do solo (permeabilidade)
· Espaço
· Inclinação do terreno
· Distâncias das águas superficiais, subterrâneas e poços.

Sobretudo pela simplicidade de construção e dimensionamento, os sumidouros (também chamados de “poços absorventes”) configuram a técnica mais comum e preferida.

Voltando aos fatores que devem ser considerados para a escolha da técnica, destaca-se a Taxa de infiltração do solo como um dos mais importantes. Há vários métodos para estimativa desta taxa. Tendo como “filosofia” de partida que as fossas são muitas vezes construídas em regiões distantes e com poucos recursos, obviamente que os métodos de análise devem levar essa característica em consideração.

Pessoas com grande prática no assunto podem avaliar a Infiltração do solo a partir da textura e da cor do material. Por exemplo:


Uma alternativa bem simples é através de ensaios de infiltração “in loco”, descritos pela ABNT, destacando o de “cova prismática”. Descrição sucinta do ensaio:
  • Escolher três pontos do terreno próximos ao local onde será lançado o efluente da fossa séptica
  • No caso de sumidouro, realizar escavações em profundidades diferentes e no fundo de cada uma das três escavações abrir uma cova de seção quadrada de 30 cm de lado e 30 cm de profundidade
  • Raspar o fundo e os lados da cova, de modo que fiquem ásperos
  • Retirar da cova todo material solto e cobrir o seu fundo com uma camada de 5 cm de brita nº 1 (9,5 a 19 mm)
  • No dia seguinte, encher as covas com água e aguardar que se infiltre totalmente
  • Encher novamente as covas com água até a altura de 15 cm e cronometrar o período de rebaixamento de 15 cm até 14 cm
  • Quando este intervalo de tempo para rebaixamento de 1 cm se der em menos de 3 min, refazer o ensaio cinco vezes, adotando o tempo da quinta medição
  • Com os tempos determinados no processo de infiltração das covas, é possível obter os coeficientes de infiltração do solo (L/m² x dia) – vejam o gráfico a seguir
  • Adota-se o menor dos coeficientes determinados no ensaio


Por que o ensaio de cova prismática é feito com o solo saturado? Simplesmente para simular a pior condição real, ou seja, a infiltração deve acontecer mesmo em dias chuvosos.

SUMIDOUROS

O sumidouro é a unidade usual de disposição final do efluente de tanque séptico.


São unidades cilíndricas ou prismáticas, feitos de alvenaria (pedras, tijolos), concreto, etc...o material deve ter aberturas para permitir a fácil infiltração do líquido no terreno (junta seca).





A cobertura deve ser de laje de concreto, com tampa para inspeção (0,60 cm). Devido a esta característica, seu uso é favorável somente nas áreas onde o aquífero é profundo, onde possa garantir a distância mínima de 1,50 m !!! (exceto areia) entre o seu fundo e o nível aquífero máximo. Maiores detalhes na NBR 13969.




Exemplo de dimensionamento

Dimensione um tanque séptico para uma residência com 5 pessoas, padrão sócio econômico baixo, e temperaturas do mês mais frio entre 10 e 20 graus.













27 de maio de 2014

Sobre o Velho Jequitibá

Fábio Bentes Freire

Uma das primeiras postagens desse blog foi um texto sobre as lembranças de meu avô paterno na minha ida para a viagem precursora do Projeto Rondon. Como explico no texto, meu avô conheceu o Marechal Rondon em Campo Grande (MS),  entre as décadas de 40 e 50. Meu pai, José Teixeira Freire, nessa época era menino, mas se recorda da fisionomia do Marechal, moreno e magro, e que moravam perto dele. A rua onde o Marechal Rondon morou naquela época, hoje recebe seu nome. Enfim, no dia 05 de maio recebi um email da assessoria de imprensa do Ministério da Defesa pedindo minha permissão para publicar o texto que, no dia seguinte, após minha autorização, já estava no site do Rondon:   




Jequitibá à beira da BR-101 próximo à Linhares (ES)
Depois desse dia, recebi emails de pessoas curiosas sobre o porquê do apelido do meu avô, o Velho Jequitibá. Segundo meu pai, meu avô tinha o hábito de responder perguntas do tipo "Como o Senhor está?", dizendo "Forte como um Jequitibá". O Jequitibá é uma árvore imponente, de tronco e galhos grandes, que se destaca numa paisagem. O porte avantajado dá ao Jequitibá um aspecto de força e robustez, mais do que justificados pelos belos exemplares com bem mais de cem anos encontrados em nosso país. Esse da foto eu cheguei a ver várias vezes, quando fui professor da UFES e viajava pelo Espírito Santo. Mas voltando ao meu avô, todos que tiveram o privilégio, ou melhor, a benção de conviver com ele, sabem que esse apelido é também uma marca do homem cabra macho que ele foi, duro na queda em todos os momentos de sua vida. Da geração dos meus primos, da minha e do meu irmão em diante, ele virou o Velho Jequitibá. O vô Joaquim! 

Uso de material descartado

Apesar da diminuição no número de postagens, os preparativos para nossa participação no Rondon continuam acontecendo, toda semana rola pelo menos uma reunião para discutir as oficinas e atualizar sobre que foi feito e o que resta fazer. Nas duas últimas semanas, ambos os professores da equipe estiveram envolvidos em atividades fora da UFSCar, o Fábio na UFAL em Maceió e a Gabriela na UNESP de Araraquara, mas os alunos mantiveram o ritmo de trabalho pelo Rondon. 

Uma das atividades que mais teve destaque nesse período foi a pesquisa bibliográfica via internet, com descobertas muito legais não só para as oficinas do Rondon, como também, para divulgação em geral. Quase todas as oficinas foram contempladas com bons textos de embasamento. As de divulgação de programas do governo e empreendedorismo ganharam material da SEBRAE, em parte conseguido pelo Lucas e em parte fornecido pelo Danilo, aluno de mestrado o PPG-EQ/UFSCar e funcionário da SEBRAE de São Carlos. Outra que contou com a descoberta de vasta gama de informações disponíveis na internet foi a de artesanato com material reciclado.

Porta moedas de caixa de leite / Mesa central de caixotes / Horta com tubos de PVC
Hack de paletes / Paletes descartados

Essas são algumas das opções que teremos para mostrar nas oficinas sobre material reciclado. Várias outras estão sendo discutidas pelo grupo. Toda e qualquer sugestão para as oficinas divulgadas nesse blog é mais do que bem vinda!

21 de maio de 2014

Equipe UNIVALI, Itajaí, SC

 Edneia (última, lá no fundão) e as meninas de Itajaí
No projeto Rondon, duas equipes atuam em uma mesma cidade, dividindo ações nas áreas de Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde (conjunto A) ou nas áreas de comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho (conjunto B). A equipe UFSCar participará do conjunto B de ações e o conjunto A ficará a cargo da equipe da UNIVALI de Itajaí (SC). Durante a precursora realizada no início de abril (ver texto publicado nos dias 04 e 06/05, nesse blog), os dois coordenadores (Edneia/Itajaí e Fábio/São Carlos) se encontraram em Pernambuco e desse encontro surgiu a união das duas equipes, formando uma só, a equipe Rondon, que em breve estará de colete amarelo, em Lagoa do Ouro, trabalhando em prol da comunidade. 

11 de maio de 2014

Rondon 1975 - Participação do Sr Osmar Junqueira, sogro do meu irmão

11/05 - Rondon 1975 - Piauí

Por Fábio Bentes Freire

No Natal de 2013, em Curitiba, numa conversa com o sogro do meu irmão, o Sr Osmar Junqueira, engenheiro civil formado pela Poli, contei que iria participar do Rondon em 2014. Daí ele me disse que havia participado do Projeto Rondon em 1975, quando era estudante de graduação na USP. De lá para cá, o formato do Rondon mudou bastante, mas a marca que ele deixa em quem participa, pelo jeito continua a mesma. Vejam só o que o Sr Osmar me respondeu, quando pedi a ele para escrever um pouco sobre o que lembrava da experiência. Daqui a 39 anos eu estarei com 81 (vivo e bem, espero!), tomara que ainda lembre do nosso Rondon como se fosse outro dia!    
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"Prezado Fábio,

Já se vão 39 anos quando eu participei do projeto Rondon. Fui para o Piauí com uma turma de mais ou menos trinta pessoas entre todas as modalidades (estudantes de medicina, agronomia, agrimensura, assistência social, veterinária, educação, odontologia, e outras que agora não me recordo). Saímos de São Paulo de ônibus  e gastamos 56 horas para chegar a Teresina, pois o ônibus quebrou duas vezes, uma em Juazeiro/Petrolina na divisa de Pernambuco com a Bahia. Na volta a viagem durou umas 50 horas. A viagem para estudante é sempre uma diversão, mas aprendíamos com as observações de cada um (sobre sua ótica) sobre a realidade que vivíamos. Essa época ainda era o fim da ditadura, e o comando do Rondon no Estado do Piauí ficava com um senhor do exército, que era responsável por nós no estado. Ficamos 25 dias, e no final tínhamos que apresentar um relatório dos serviços prestados, e deixar no estado com o senhor responsável pelo Rondon. Quando eu cheguei eu estava destinado a ficar em Teresina na capital, mas o senhor disse que lá não teria serviço, e que eu iria para Piri - Piri acompanhar construção de casas.Porém nesse momento a gerente de engenharia do DNOCS (Depto Nacional de Obras contra a Secas) perguntou se eu sabia dimensionar rede de irrigação ( eu estava no 5º ano) e estagiava na área de hidráulica. Falei que sim e ela solicitou que eu ficasse no seu departamento, pois tinha uma rede de irrigação para ser dimensionada. E assim eu fiquei em Teresina junto com os Engos. e dimensionei a rede solicitada pelo método de espinha de peixe e pelo método do anel. Para o dimensionamento desta rede, tive que estudar um pouco de agronomia, ou seja a quantidade de água por dia que cada tipo de planta que eles pretendiam plantar consumia, e descontar a evaporação. Eles tinham um estudo bem completo sobre esse assunto, baseado em estudos israelenses. Mas o pessoal que mais trabalhava mesmo era o pessoal da área de saúde, e no fim de semana como a gente não trabalhava a gente passeava pela cidade, e as vezes fora dela, sem que o responsável soubesse. O responsável também nos levava sempre para um clube de campo na cidade vizinha de Teresina no Maranhão, onde íamos almoçar carne de caça, que naquele tempo não era proibido. Em Teresina nós ficamos hospedados na casa de hóspedes do DNOCS, que tinha cozinheira e quartos com ar condicionado, mas nós do Rondon, eu e outro colega que ficamos em Teresina preferimos ficar na edícula da casa, onde tínhamos mais liberdade e lá dormíamos em rede.

Quanto a fotos, naquele tempo não tinha as facilidades de agora, e não tenho nenhuma.  

Abraços

Osmar"
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Dia das Mães

11/05 - DIA DAS MÃES

"Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles."
(Victor Hugo)

Dona Luzia e o Fábio no Rio em 1975 (esq) / Celina D'ávila (esq) e Rosângela Neves Marim (dir)

E hoje é dia das mães, elas, que de certa forma, estão com a gente nessa "aventura". Feliz Dia das Mães, em especial à Vera (Rodrigo), Celina (Paulinha), Carmelita (Michaela), Beatriz Helena (João), Celi (Letícia), Rosângela (Vinícius), Valéria (Marcela), Sandra Regina (Lucas), Cristina (Gabriela) e Luzia Carmen (Fábio).

Gostaríamos de agradecê-las por serem pessoas que nos orientam a tomar a maioria das escolhas e que se sacrificam ao máximo para que nós possamos ser bem sucedidos nelas. O trabalho de uma mãe é, com certeza, o mais árduo e integral possível: ela nos orienta até mesmo estando longe e cuidou de nós com uma dedicação impecável desde que nascemos. Portanto, nada mais justo que nós compartilhemos nossa gratidão e imenso carinho que reservamos por elas. Que cada mãe seja um motivo de inspiração e crescimento para cada um de nós.

Feliz dias das Mães! =)

Post dedicado às nossas mães, nossa lembrança e nosso carinho nesse dia!!    

10 de maio de 2014

Oficina com Agricultores - Agregando valor em produtos e utilizando sangue de matadouro e cacto palma para fazer adubo

10/05 - Rio Claro (SP) - Ensaios de Compostagem de Resíduos Orgânicos

Equipe da Oficina

O sábado, dia 10/05, véspera do Dia das Mães, começou cedo para a equipe que irá atuar na compostagem em Lagoa do Ouro (PE), tanto de resíduos de abatedouro quanto de resíduos domésticos. Marcamos um encontro às 06:30 na casa dos pais do Fábio (Cidade Jardim), ponto estratégico entre as repúblicas do João, do Zé e do Rodrigo (ex-Cogeb e ex-Vovó Lúcia, agora, Kartódromo). Zé chegou primeiro, anunciando em altos decibéis, do portão, que já estava na área. Rodrigo ficou com a medalha de prata e a Michaela e o João, com a de bronze, mas todos chegaram bem no horário combinado.

Vista interna do terreno
O Fábio já estava lá, conferindo o cafézinho da mãe dele (Dona Luzia). As 6:45 já poderíamos estar na Washington saindo de São Carlos, não fosse o Fábio ter esquecido a carteira na casa dos pais. Pouco antes da alça de acesso à estrada, demos meia volta, pegamos a carteira dele e rumamos finalmente para Rio Claro, chegando por lá, 2 pedágios depois e quase 20 reais mais pobres, às 07:35. Encontramos o Prof. Dermeval  (Derma para os alunos, Dema para os colegas de 2o andar do DEQ) no Posto Xurunga, e de lá fomos ao terreno murado e com portão que ele conseguiu para nossas oficinas de compostagem. Fica o registro de nossa gratidão pelo Derma, não só pelo terreno, mas por toda a assistência. Durante a semana, juntamos a matéria prima para fazer os ensaios. O Fábio conseguiu, em duas 6as-f consecutivas, pegar restos de cortes de carne no açougue Carrara (Vila Nery) e o Rodrigo juntou ótimo material da Feirinha do Kartódromo (bagaço de laranja e de cana) e do cerrado lá da área norte da Federal (folhas secas).

Na verdade, a montagem das leiras foi bem mais rápida do que prevíamos a priori. Com as ferramentas que o Derma conseguiu, tínhamos todas as opções para abrir as leiras, postar as diferentes camadas de matéria orgânica e depois, cobrir tudo com terra e palha. Uma vez cavadas as leiras, foram seguidas as etapas mostradas em sequência nas fotos:



... aguando a leira
No total, foram feitas 6 leiras de profundidades diferentes, medidas com caneta bic (= unidade de profundidade) por sugestão (aceita prontamente por todos) do João. Dessa forma, foram feitas leiras com profundidades de uma caneta bic, uma caneta bic e meia, duas canetas bic,..., e assim por diante.

Duas leiras de "carne vermelha", uma de frango, uma de bagaço de cana e duas de "laranja". Michaela mapeou a posição de todas as leiras, portanto sabemos que tipo de adubo será produzido em cada uma delas.

Daí pra frente, o acompanhamento das leiras será feito pela Gabriela, que viu e registrou quase toda a "oficina", uma vez por semana.


Antes de voltarmos, fizemos um tour da saudade por Rio Claro, terra natal do Fábio, encarando o engarrafamento da grande metrópole em pleno horário de pico, passando pelo Mercado Municipal (maioria das lojas fechadas) e indo até a casa onde o Fábio morou quando nasceu. Bateu uma emoção, mas ele não chorou!

Casa onde o Fábio viveu em Rio Claro (e como era - foto de 1971)