10 de maio de 2014

Oficina com Agricultores - Agregando valor em produtos e utilizando sangue de matadouro e cacto palma para fazer adubo

10/05 - Rio Claro (SP) - Ensaios de Compostagem de Resíduos Orgânicos

Equipe da Oficina

O sábado, dia 10/05, véspera do Dia das Mães, começou cedo para a equipe que irá atuar na compostagem em Lagoa do Ouro (PE), tanto de resíduos de abatedouro quanto de resíduos domésticos. Marcamos um encontro às 06:30 na casa dos pais do Fábio (Cidade Jardim), ponto estratégico entre as repúblicas do João, do Zé e do Rodrigo (ex-Cogeb e ex-Vovó Lúcia, agora, Kartódromo). Zé chegou primeiro, anunciando em altos decibéis, do portão, que já estava na área. Rodrigo ficou com a medalha de prata e a Michaela e o João, com a de bronze, mas todos chegaram bem no horário combinado.

Vista interna do terreno
O Fábio já estava lá, conferindo o cafézinho da mãe dele (Dona Luzia). As 6:45 já poderíamos estar na Washington saindo de São Carlos, não fosse o Fábio ter esquecido a carteira na casa dos pais. Pouco antes da alça de acesso à estrada, demos meia volta, pegamos a carteira dele e rumamos finalmente para Rio Claro, chegando por lá, 2 pedágios depois e quase 20 reais mais pobres, às 07:35. Encontramos o Prof. Dermeval  (Derma para os alunos, Dema para os colegas de 2o andar do DEQ) no Posto Xurunga, e de lá fomos ao terreno murado e com portão que ele conseguiu para nossas oficinas de compostagem. Fica o registro de nossa gratidão pelo Derma, não só pelo terreno, mas por toda a assistência. Durante a semana, juntamos a matéria prima para fazer os ensaios. O Fábio conseguiu, em duas 6as-f consecutivas, pegar restos de cortes de carne no açougue Carrara (Vila Nery) e o Rodrigo juntou ótimo material da Feirinha do Kartódromo (bagaço de laranja e de cana) e do cerrado lá da área norte da Federal (folhas secas).

Na verdade, a montagem das leiras foi bem mais rápida do que prevíamos a priori. Com as ferramentas que o Derma conseguiu, tínhamos todas as opções para abrir as leiras, postar as diferentes camadas de matéria orgânica e depois, cobrir tudo com terra e palha. Uma vez cavadas as leiras, foram seguidas as etapas mostradas em sequência nas fotos:



... aguando a leira
No total, foram feitas 6 leiras de profundidades diferentes, medidas com caneta bic (= unidade de profundidade) por sugestão (aceita prontamente por todos) do João. Dessa forma, foram feitas leiras com profundidades de uma caneta bic, uma caneta bic e meia, duas canetas bic,..., e assim por diante.

Duas leiras de "carne vermelha", uma de frango, uma de bagaço de cana e duas de "laranja". Michaela mapeou a posição de todas as leiras, portanto sabemos que tipo de adubo será produzido em cada uma delas.

Daí pra frente, o acompanhamento das leiras será feito pela Gabriela, que viu e registrou quase toda a "oficina", uma vez por semana.


Antes de voltarmos, fizemos um tour da saudade por Rio Claro, terra natal do Fábio, encarando o engarrafamento da grande metrópole em pleno horário de pico, passando pelo Mercado Municipal (maioria das lojas fechadas) e indo até a casa onde o Fábio morou quando nasceu. Bateu uma emoção, mas ele não chorou!

Casa onde o Fábio viveu em Rio Claro (e como era - foto de 1971)


2 comentários:

Unknown disse...

Fábio, essa casa não tem mais nada a ver com a que moramos! Bjs, Flavio

Fábio Freire disse...

Só o muro de tijolo a vista é o mesmo da nossa época! Rio Claro está bem ajeitada! Beijo