27 de maio de 2014

Sobre o Velho Jequitibá

Fábio Bentes Freire

Uma das primeiras postagens desse blog foi um texto sobre as lembranças de meu avô paterno na minha ida para a viagem precursora do Projeto Rondon. Como explico no texto, meu avô conheceu o Marechal Rondon em Campo Grande (MS),  entre as décadas de 40 e 50. Meu pai, José Teixeira Freire, nessa época era menino, mas se recorda da fisionomia do Marechal, moreno e magro, e que moravam perto dele. A rua onde o Marechal Rondon morou naquela época, hoje recebe seu nome. Enfim, no dia 05 de maio recebi um email da assessoria de imprensa do Ministério da Defesa pedindo minha permissão para publicar o texto que, no dia seguinte, após minha autorização, já estava no site do Rondon:   




Jequitibá à beira da BR-101 próximo à Linhares (ES)
Depois desse dia, recebi emails de pessoas curiosas sobre o porquê do apelido do meu avô, o Velho Jequitibá. Segundo meu pai, meu avô tinha o hábito de responder perguntas do tipo "Como o Senhor está?", dizendo "Forte como um Jequitibá". O Jequitibá é uma árvore imponente, de tronco e galhos grandes, que se destaca numa paisagem. O porte avantajado dá ao Jequitibá um aspecto de força e robustez, mais do que justificados pelos belos exemplares com bem mais de cem anos encontrados em nosso país. Esse da foto eu cheguei a ver várias vezes, quando fui professor da UFES e viajava pelo Espírito Santo. Mas voltando ao meu avô, todos que tiveram o privilégio, ou melhor, a benção de conviver com ele, sabem que esse apelido é também uma marca do homem cabra macho que ele foi, duro na queda em todos os momentos de sua vida. Da geração dos meus primos, da minha e do meu irmão em diante, ele virou o Velho Jequitibá. O vô Joaquim! 

3 comentários:

Unknown disse...

Aê, gostei! Bjs!

Fábio Freire disse...

Pois é, agora tá explicado!

Unknown disse...

O Velho Jequitibá se vivesse hoje ficaria muito triste com quase tudo que ocorre no Brasil que ele tanto AMA.